Café nosso de cada dia…

Eu gosto da idéia de que o processo de fazer a comida é parte do prazer de comer. Lembro de todo cuidado da minha vó preparando o pão de queijo mineiro de verdade: da massa ao forno. O molho de tomate feito de tomate fresco e assim por diante. Certamente ela tinha muito trabalho, mas o resultado era excepcional a cada refeição.

Evidentemente não há como fazer esse tipo de coisa nos dias de hoje porque simplesmente não temos tempo para nada! Mas sempre que posso, eu tento!

O café feito na Prensa Francesa é um exemplo disso. No meu caso só falta plantar, colher e torrar o café, pois o resto do processo eu faço (quando tenho tempo). Eu tenho uma pequena máquina de moer café que uso para deixar os grãos orgânicos do tamanho certo para serem filtrados pela tela metálica da Prensa Francesa (aqui está uma foto do meu kit).

Então, para tomar um café à moda antiga eu pegos os grãos, trituro, e coloco na Prensa. Depois coloco a água para ferver naquelas chaleiras que assobiam (infelizmente a minha já ficou muda) e finalmente coloco a água fervendo dentro da cafeteira.

Há quem imediatamente pressione o filtro e há os que preferem esperar um pouco antes de pressionar. Eu faço parte do segundo grupo apenas por uma questão de prazer ou charme. Na prática nunca percebi a diferença do gosto. Mas como eu disse no começo do texto, o prazer da alimentação está também no processo de preparo. Por isso eu espero um pouco antes de pressionar o filtro. É um detalhe que faz o café ficar psicologicamente mais gostoso, imagino eu.

Um bom dia para todos!

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